sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ela caminhou, caminhou, caminhou...
Mas estava cega ao que lhe mostravam
Chegou a uma floresta turva
As corujas faziam barulhos
Os sapos faziam barulhos
A névoa...Ela viu a névoa
Seguiu a névoa
Viu a mão
A mão brotando na escuridão
E lá no fundo...bem no fundo
Parecia que a mão falava
E dizia assim:
Pegue minha mão, pegue minha mão
Onde está meu mundo?
Não consigo mais pensar
Onde está tudo?
Não consigo mais sonhar
Minha vida, minha morte
Caiu no objetivo
Cadê meu inconsciente?
Cadê meu sonhos?
Cadê minha mente?
Pegue minha mão, me dê a juventude
A pele mais clara,
A moça mais doce
Da floresta mais escura
Da vida que me trouxe. 

segunda-feira, 19 de março de 2012

Feras amores.

Ferozes, fugazes, velozes... Vorazes. Querem voar.
Pedem suas asas, querem licença, precisam passar
Repletos de sonhos vão
de par em par
Repletos de sonhos não
querem poupar
De onde vêm não sabem, não querem saber
São livres no céu, são filhos de Deus
Se amam não sabem, só querem viver.
E quando olhamos pro céu
Lá estão novamente
De par em par
Libertando nossa mente
Querendo ousar
E voam, voam sem parar
Explorando ao léu
Sem saber parar
Mas pertencem ao céu
E não deixam de amar.




Karoliny Campos

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Parei, e esperei o vento passar... Só para senti-lo. Senti-me bem melhor. O vento às vezes parece que sorri como um velho amigo, não sei bem o porquê, apenas sinto. E quando sentimos simplesmente sentimos, e não há ninguém que diga que sabe como é.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011



Eu me enganei, pensei que as pessoas fossem mais sábias, que as pessoas amassem e nada mais. Que soubessem que amar basta. Aí me perguntei: Até que ponto chegaremos? Ponto extremo. Estamos nos preocupando em saber quando um meteoro cairá na Terra ou quando seremos destruídos por ondas gigantes ao invés de estarmos nos preocupando com nossos limites que são cada vez mais sendo ultrapassados. Hoje dominamos tecnologia, amanhã seremos destruídos por ela, e já vimos isso muitas vezes. O feitiço virá contra o feiticeiro, estamos nos destruindo aos poucos, fazendo cada vez mais “utilidades inúteis” ao invés de amor.
Isso resultará em pessoas apodrecendo com um único arrependimento: Não ter amado um dia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As pessoas passaram a olhar para si. Somente si. Passaram a querer violar o certo e o errado até um ponto em que não saibamos mais o significado dessas duas palavras. O mundo foi materializado de forma mesquinha, porque foi materializado para beneficiar cada indivíduo com exceção da maioria.
Criamos um conceito das coisas. De cada coisa. Conceitos úteis e inúteis. Quando inúteis, são extremos. E esses conceitos ficaram. Ser alguém é interessante, ser outro de características físicas ou mentais um pouco diferente do padrão do conceito é uma aberração. Conhecer banalizou, assim como amar. Sorrir custa caro, muito caro. Ser aceito pede sacrifícios que nem se sabe a finalidade. Idealizar ficou comum ao ponto de não saber o que está fazendo.
Fizeram de tudo uma loucura maléfica, um sonho com medo, medo esperançoso. Transformaram o mundo em pensamento receoso em lugares com vontade de fuga. Inventaram coisas úteis que não servem de nada. Fizeram do mundo um caos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crescer.

Quando você cresce você aprende a chorar, você aprende a sorrir. Aprende que para correr com o tempo você não tem que se preocupar com a lei da gravidade refletindo em seu corpo, mas sim, se preocupar com o tamanho do seu cérebro. Do seu coração. Com a forma que você sorri para as pessoas. Aprende a perdoar, a amar. Crescer não é fácil, porque você passa por mil coisas ao mesmo tempo, ou por nada em muito tempo, mas aprende o principal, que é viver!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ismália.

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-me na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria dar a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu.
Seu corpo desceu ao mar...




Alphonsus de Guimaraens.