terça-feira, 27 de dezembro de 2011



Eu me enganei, pensei que as pessoas fossem mais sábias, que as pessoas amassem e nada mais. Que soubessem que amar basta. Aí me perguntei: Até que ponto chegaremos? Ponto extremo. Estamos nos preocupando em saber quando um meteoro cairá na Terra ou quando seremos destruídos por ondas gigantes ao invés de estarmos nos preocupando com nossos limites que são cada vez mais sendo ultrapassados. Hoje dominamos tecnologia, amanhã seremos destruídos por ela, e já vimos isso muitas vezes. O feitiço virá contra o feiticeiro, estamos nos destruindo aos poucos, fazendo cada vez mais “utilidades inúteis” ao invés de amor.
Isso resultará em pessoas apodrecendo com um único arrependimento: Não ter amado um dia.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

As pessoas passaram a olhar para si. Somente si. Passaram a querer violar o certo e o errado até um ponto em que não saibamos mais o significado dessas duas palavras. O mundo foi materializado de forma mesquinha, porque foi materializado para beneficiar cada indivíduo com exceção da maioria.
Criamos um conceito das coisas. De cada coisa. Conceitos úteis e inúteis. Quando inúteis, são extremos. E esses conceitos ficaram. Ser alguém é interessante, ser outro de características físicas ou mentais um pouco diferente do padrão do conceito é uma aberração. Conhecer banalizou, assim como amar. Sorrir custa caro, muito caro. Ser aceito pede sacrifícios que nem se sabe a finalidade. Idealizar ficou comum ao ponto de não saber o que está fazendo.
Fizeram de tudo uma loucura maléfica, um sonho com medo, medo esperançoso. Transformaram o mundo em pensamento receoso em lugares com vontade de fuga. Inventaram coisas úteis que não servem de nada. Fizeram do mundo um caos.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Crescer.

Quando você cresce você aprende a chorar, você aprende a sorrir. Aprende que para correr com o tempo você não tem que se preocupar com a lei da gravidade refletindo em seu corpo, mas sim, se preocupar com o tamanho do seu cérebro. Do seu coração. Com a forma que você sorri para as pessoas. Aprende a perdoar, a amar. Crescer não é fácil, porque você passa por mil coisas ao mesmo tempo, ou por nada em muito tempo, mas aprende o principal, que é viver!


quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ismália.

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-me na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria dar a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu.
Seu corpo desceu ao mar...




Alphonsus de Guimaraens.

sábado, 11 de junho de 2011

Toc toc toc...



Toc toc toc...
Esse barulho me deixa louco
Transtornado.
Nunca me avisa quando passa
Me manda sem saber o que é mandar.
Toc toc toc...
Esse barulho me irrita
Me obsessiva.
Nunca me avisa quando quer
quando tem
quando precisa
Aparece de repente
E me dá medo.
Muito medo.
Toc toc toc...
Esse barulho me assombra
Me compulsiva
A algo me toca
Me intriga.
E peço pelo amor...
Não bata nesta porta.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diz.



Diz... Quem és tu garota leviana.
Que as bactérias te vêem como alvo.
Que gritas no meio das explosões.
Jamais és audaciosa.
Pensas e calculas.
Por isso és doida.
Levanto-me na aurora
E me pergunto se ainda estás assim.
O som da tua voz se propaga em meio às multidões.
Multidões de doidos como tu.
Não te entendo
Mas sei que também te sentes assim.
Lê! E bebe teu vinho
A leitura é que prepara teu ninho
Teu futuro brilhante que tanto esperas
Não sei o que tu queres, mas que tenhas.
Porque tu és cheia de mistérios.
Sei que acreditas no que queres
Sentes falta do que tens, ou não.
Contemplarei-te por isso.

Karol Campos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Inveja.

Nos desperta vontade, desejo, raiva, medo... Solidão. O lado negativo da solidão. Suas crateras são tão perfeitas que eu sou capaz de enlouquecer de inveja.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lamentável...

Lamentável descobrir as trevas tão perto, se sentir tão inseguro...Sem confiança. Olhar para todos os lados e imaginar o que não é. Mas o que pode ser. Confiar. Isso talvez tenha deixado de existir. Olha a tua volta...Sinta-se bem longe, e dopado. O sonho de hoje amanhã pode ser apagado. "[...] O beijo amigo é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja". E agora, o que é preciso fazer? "[...]Escarra nessa boca que te beija!" Jamais tenhamos a resposta, e exemplos foram feitos. Deus que os observou...Observa-os. Ainda. "No meu peito abre em chamas abrasada. A pira da vingança reprimida, e em centelhas de raiva ensurdecida. A vingança suprema e concentrada".

Obs: Os trechos citados são de poesias de Augusto dos Anjos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Velhos tempos...

Lembro-me de minha mãe preparando a minha fantasia de carnaval, meu coração acelerando, e eu perguntando: "Quando vou ao carnaval para dançar?" "Calma minha filha, falta pouco". Lembro-me das músicas da época, do carro da rainha de carnaval, da família inteira sorrindo. As marchinhas contagiantes, a minha felicidade...a vontade de viver aquilo da mesmaforma o resto da vida. No tempo...tudo se perdeu.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Mente

Mente de alma, pensamentos,
Mente de corações.
Mente de sonhos, de momentos,
Mente de inspirações
Mente vermelha, amarela.
Mente de cores de alucinações.
Mente viva, mente em si,
De dores e de canções.
Mente aberta, fechada,
De sonhos ou não.
Mente amante, ardente e paixão.
Mente que mente as vezes ou não.
Mente serpente, abocanha, lambe a ilusão.
Mente que entende a alma sonhadora,
Que grita e que sente,
Se faz de cantora.
Que canta para a alma,
Que sente e acalma
um coração palpitado.
Mente loucura,
Ou se faz de louca a algo amado.
Mente que sente o cheiro do ódio,
Amor ósseo e até mal amado.
Mente que fala,
Que diz e que pensa...
Mas ouve o som de cristal quebrado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Somos loucos

Ei! Nas cidades e em corações. Ei! Grito... Em busca de loucuras sem ilusões. Porque meu destino está escrito. Está escrito. Ninguém sabe o que. O que me importa é que acredito. Acredito... Mesmo sem saber. Não haverá milhões de livros que eu leia, não haverá milhões de noticiários na TV que me doem cem por cento de conhecimento sem eu perceber. Grite mais alto. Para eles ouvirem. Grite mais alto. Para eles sentirem. Que o que importa é ser feliz. Que o que importa é viver. E que se meta quem sempre diz que o louco nunca saberá ser. Ser alguma coisa. Mas eu garanto que sempre somos nós mesmos. Aqui, e na nossa eternidade. Porque sonhamos e não damos a vida à integridade. E agora, eles nos ouviram. Porque gritamos... Cada vez mais alto. E se nos enxergarem, daremos um grande salto. Porque o mundo não é nosso, e nossa honra pertence a Deus.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Existe algo...

Existe algo que não compramos, não vendemos, não alugamos e muito menos emprestamos. Mas toda pessoa merecida tem um. É algo que não se importa com o que gostamos com o que usamos com o que costumamos fazer... É algo que sente que é verdadeiro, que sempre lhe faz sentir melhor. São máquinas de risos, que sempre saem quentinhos para você. Não é preciso ligar, ela liga quando mais precisamos. E quando não precisamos também. É guardião de chaves. Já deixou de fazer alguma coisa por você. É felicidade, cumplicidade, lealdade... É amigo. Amigos não são só pessoas, são coisas que lhe abraçam, lhe tocam, lhe olham, e conversam com você...mesmo estando longe. São como açúcar, são chocolates eternizados... Sorrisos verdadeiros, criatividade em dia. São histórias que renderiam um conto, um livro, um filme! São coisas que lhe dizem não, que lhe puxam quando você corre para fugir, que lhe encoraja quando você está com medo, que briga com você e que ri, ri muito de você. Ri muito COM você. São amigos... Consegui dizer apenas uma pequena porcentagem do quanto é importante ter amigos.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Cansei...

Cansei de balançar a cabeça para confirmar, cansei de ser boazinha, cansei de sorrir tanto, de me calar...Cansei de acariciar mentiras, cansei do “sim”, cansei de intrigas. Se for preciso não direi nada, serei mais sincera e gritarei o que eu sinto... Se for preciso, direi um “não”, e farei o que me der vontade, chutarei as mentiras e rirei depois. Sarcasticamente. Porque só prezo pela verdade agora. Dolorida como for.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Que seja

Que falem que digam coisas ruins ao meu respeito, que não gostem do meu jeito. Que riam... Da maneira que eu vejo a vida, dos livros que leio, dos assuntos que me interessam, das roupas que eu visto, das músicas que eu ouço., dos sonhos que tenho. Que comentem a minha inquietude, a minha forma de pensar, a minha atitude, meu jeito de sorrir... De falar. Que critiquem as coisas que eu escrevo as fotos que eu tiro, os filmes que vejo e a maneira de me expressar... Não me importo. Que digam, que gritem, que falem, que criticam, que riam...Que seja.Eu não vou deixar de ser eu.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ser eu

Roupas, roupas e compras... Queria que nada disso existisse. Eu queria não gostar disso. Eu queria que ninguém se importasse. Eu queria que ninguém opinasse. Eu queria que o feio não existisse... Porque só assim, a beleza também não existiria. Não existiria compras e nem moda. Moda. Odeio moda. Mas eu gosto! Não tem como escapar.
Eu só queria que me deixassem usar aquela saia que não mostre tanto as pernas. Que me deixassem usar o que eu gosto. Eu só queria que não me obrigassem a usar aqueles sapatos que apertam os pés, aquele vestido super curto, aqueles brincos enormes bem maiores que a própria extravagância e maquiagens que se estendem até as sobrancelhas. Deixem-me usar o velho e bom ALL Star a calça jeans surrada e a camiseta da Renner. Deixem-me. Deixem-me usar o que eu sou. Afinal... Roupas não servem para não andarmos pelados?


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Feliz

Houve um dia em que tudo foi para o alto. Que faltou a luz. Que faltou o abraço... Houve tempos de trevas. Outros de sorte. Outros. Tempos de morte. Sensação de morte. Há muito tempo. Houve um tempo de loucos, de fracos... De sonhos! Apenas sonhos. Um buraco se abriu... Todos nós caímos sem parar. Mas apenas em minha mente. Tudo deixou de existir. E eu... Certamente não era bom assistir. Ao enterro da sorte. Todo azar durou ao pouco tempo infinito... Que eu jamais pensei que pudesse voltar ao normal. Normal. Este será o normal? Creio que sim. Porque o fim do buraco chegou. Nada se apagou... Voltei. Aquilo que me pertence. A felicidade.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Saber

Talvez saber algumas coisas não seja necessário. Mas saber alguma coisa é. Talvez você pense que não importa o que você sabe. Mas importa sim. Afinal, têm tantas coisas que é perda de tempo pensar. Que é perda de tempo fazer. Mas têm coisas que valem a pena pensar. Fazer. Costumo dizer que a sabedoria é o topo de muitos degraus, onde subimos apenas um cada vez que erramos. Ela é tão necessária... Não em tudo, não a alcançamos por inteiro. Mas não podemos desistir de alcançá-la. A sabedoria talvez seja a única coisa que não faz mal quando é demais. Mas pode fazer mal de outra maneira. Quando a usamos para fins desnecessários. Como ofender alguém ou querer se beneficiar ilegalmente à custa da sabedoria. Enquanto erramos e subimos o degrau, aprendemos... nos tornamos mais maduros a cada erro, a cada loucura cometida. O que vai servir de exemplo para não cometermos os mesmos erros.