quinta-feira, 23 de junho de 2011

Ismália.

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-me na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria dar a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu.
Seu corpo desceu ao mar...




Alphonsus de Guimaraens.

sábado, 11 de junho de 2011

Toc toc toc...



Toc toc toc...
Esse barulho me deixa louco
Transtornado.
Nunca me avisa quando passa
Me manda sem saber o que é mandar.
Toc toc toc...
Esse barulho me irrita
Me obsessiva.
Nunca me avisa quando quer
quando tem
quando precisa
Aparece de repente
E me dá medo.
Muito medo.
Toc toc toc...
Esse barulho me assombra
Me compulsiva
A algo me toca
Me intriga.
E peço pelo amor...
Não bata nesta porta.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Diz.



Diz... Quem és tu garota leviana.
Que as bactérias te vêem como alvo.
Que gritas no meio das explosões.
Jamais és audaciosa.
Pensas e calculas.
Por isso és doida.
Levanto-me na aurora
E me pergunto se ainda estás assim.
O som da tua voz se propaga em meio às multidões.
Multidões de doidos como tu.
Não te entendo
Mas sei que também te sentes assim.
Lê! E bebe teu vinho
A leitura é que prepara teu ninho
Teu futuro brilhante que tanto esperas
Não sei o que tu queres, mas que tenhas.
Porque tu és cheia de mistérios.
Sei que acreditas no que queres
Sentes falta do que tens, ou não.
Contemplarei-te por isso.

Karol Campos.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Inveja.

Nos desperta vontade, desejo, raiva, medo... Solidão. O lado negativo da solidão. Suas crateras são tão perfeitas que eu sou capaz de enlouquecer de inveja.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Lamentável...

Lamentável descobrir as trevas tão perto, se sentir tão inseguro...Sem confiança. Olhar para todos os lados e imaginar o que não é. Mas o que pode ser. Confiar. Isso talvez tenha deixado de existir. Olha a tua volta...Sinta-se bem longe, e dopado. O sonho de hoje amanhã pode ser apagado. "[...] O beijo amigo é a véspera do escarro, a mão que afaga é a mesma que apedreja". E agora, o que é preciso fazer? "[...]Escarra nessa boca que te beija!" Jamais tenhamos a resposta, e exemplos foram feitos. Deus que os observou...Observa-os. Ainda. "No meu peito abre em chamas abrasada. A pira da vingança reprimida, e em centelhas de raiva ensurdecida. A vingança suprema e concentrada".

Obs: Os trechos citados são de poesias de Augusto dos Anjos.

sexta-feira, 25 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Velhos tempos...

Lembro-me de minha mãe preparando a minha fantasia de carnaval, meu coração acelerando, e eu perguntando: "Quando vou ao carnaval para dançar?" "Calma minha filha, falta pouco". Lembro-me das músicas da época, do carro da rainha de carnaval, da família inteira sorrindo. As marchinhas contagiantes, a minha felicidade...a vontade de viver aquilo da mesmaforma o resto da vida. No tempo...tudo se perdeu.